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A operação RISE-SUP transforma subprodutos do arroz em soluções inovadoras e sustentáveis.

A operação RISE-SUP – Reaproveitamento Integral de Subprodutos do Arroz para Embalagens e Suplementos – surge como uma resposta estratégica aos desafios ambientais e económicos associados à indústria orizícola. Promovida pela Novarroz – Produtos Alimentares, S.A. e cofinanciada pelo COMPETE 2030, a iniciativa aposta na valorização integral de subprodutos como a casca, o farelo, o gérmen e as trincas de arroz, tradicionalmente subvalorizados ou encaminhados para usos de baixo valor acrescentado.
Num contexto em que milhões de toneladas de subprodutos são geradas anualmente a nível global, muitas vezes destinadas a ração animal ou incineração, o RISE-SUP propõe uma abordagem integrada que transforma resíduos em recursos estratégicos. Estes materiais são ricos em proteínas, amido, celulose e antioxidantes, compostos com elevado potencial industrial, tanto na área alimentar como na dos materiais sustentáveis.
Uma abordagem integrada e circular
“O projeto RISE-SUP representa um passo decisivo na valorização sustentável dos subprodutos da indústria do arroz, através de uma abordagem integrada, inovadora e alinhada com os princípios da economia circular. Este projeto permitirá transformar resíduos em recursos de elevado valor acrescentado, promovendo simultaneamente a inovação tecnológica, a sustentabilidade ambiental e a criação de novos produtos e mercados, desde embalagens biodegradáveis e ativas até suplementos alimentares funcionais.” A afirmação é de Pedro Lopes, CFO da Novarroz e responsável pela operação RISE-SUP, que sublinha o caráter estruturante da iniciativa para o setor.
A operação, desenvolvida em copromoção com a Universidade de Aveiro, visa criar alimentos funcionais e embalagens alimentares flexíveis, semirrígidas e rígidas a partir de subprodutos do arroz. A Novarroz assume um papel central na caracterização e seleção dos subprodutos, bem como na validação dos novos produtos e na integração de processos sustentáveis no seu modelo de negócio. Já a Universidade de Aveiro contribui com conhecimento científico avançado nas áreas da formulação de bioplásticos, extração de compostos bioativos e técnicas de encapsulação.
Inovação tecnológica ao serviço da sustentabilidade
O RISE-SUP destaca-se por quatro eixos inovadores: a extração sustentável de compostos bioativos do farelo e gérmen; o desenvolvimento de alimentos funcionais ready-to-eat enriquecidos com compostos encapsulados; a criação de termobioplásticos flexíveis ativos; e o desenvolvimento de termobioplásticos rígidos ou semirrígidos à base de amido derivado de subprodutos do arroz.
A estrutura do projeto organiza-se em seis atividades interligadas, que vão desde o estudo técnico-científico dos subprodutos até à validação, à escala piloto, de provas de conceito para embalagens e alimentos funcionais. Entre os objetivos específicos encontram-se a identificação de pelo menos três subprodutos compatíveis com novas aplicações, o desenvolvimento de métodos de extração com eficiência mínima de 80% e a criação de alimentos funcionais com bioacessibilidade e biodisponibilidade superiores a 80%.
Impacto económico e reforço da competitividade
Para Pedro Lopes, o enquadramento estratégico e financeiro é determinante para o sucesso da operação: “O apoio do COMPETE 2030 é determinante para a concretização dos objetivos do projeto, ao viabilizar a integração de conhecimento científico avançado, tecnologias de processamento inovadoras e a colaboração efetiva entre a indústria e o sistema científico. Este contributo é fundamental para reduzir o risco associado à I&D, acelerar a transferência de conhecimento e potenciar o impacto económico, ambiental e social dos resultados do RISE-SUP, reforçando a competitividade e a sustentabilidade do setor do arroz em Portugal.”
Os resultados esperados incluem embalagens biodegradáveis ativas com propriedades antioxidantes e elevado desempenho, bem como alimentos funcionais enriquecidos e validados. Paralelamente, o projeto pretende incrementar a capacidade de I&D na valorização de subprodutos agrícolas, reduzir a pegada carbónica do processo produtivo da Novarroz e gerar novas oportunidades de negócio em mercados emergentes ligados à economia circular.
Ao apostar na transformação de resíduos em soluções inovadoras, o RISE-SUP posiciona-se como um exemplo de como a indústria agroalimentar pode alinhar competitividade, sustentabilidade e inovação científica. Mais do que um projeto de investigação, trata-se de uma estratégia de futuro para o setor do arroz em Portugal, reforçando o compromisso da Novarroz com a transição para uma economia circular e de baixo carbono.
Links
Novarroz | Website
Universidade de Aveiro | Website
19 de Fevereiro 2026
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