EcoSys2Build acelera nova geração de isolamentos sustentáveis na construção
Operação aposta em materiais inovadores para reduzir emissões, reforçar eficiência energética e apoiar a transição climática do setor.
Esta operação criou uma plataforma automatizada capaz de reaproveitar elétrodos usados e reduzir o impacto ambiental deste material crítico.

Uma nova solução tecnológica quer mudar a forma como a grafite é utilizada na produção industrial. A operação rEGraph está a desenvolver uma plataforma automatizada capaz de reaproveitar elétrodos usados e reduzir o impacto ambiental deste material crítico.
Cofinanciada pelo COMPETE 2030, a iniciativa aposta na inovação para tornar a indústria dos moldes mais sustentável e eficiente. Para isso, está a criar uma plataforma digital capaz de monitorizar, armazenar e reutilizar elétrodos de grafite ao longo do seu ciclo de vida.
Ao integrar inteligência artificial, bases de dados tridimensionais e algoritmos de análise geométrica, o projeto pretende identificar novas aplicações para estes componentes após a sua utilização inicial. Assim, abre caminho a novas práticas de circularidade na produção industrial.
Um desafio ambiental para a indústria
A grafite tem um papel essencial na produção de moldes, ferramentas e componentes industriais. No entanto, os elétrodos fabricados com este material são, atualmente, de utilização única.
Depois de usados, tornam-se resíduos industriais difíceis de valorizar. Como resultado, muitos acabam depositados em aterro, aumentando a pegada ecológica do setor.
Além disso, não existe ainda um sistema eficaz de rastreamento deste material ao longo da cadeia produtiva. Esta lacuna limita a monitorização do seu destino final e agrava os desafios ambientais associados.
Neste contexto, o projeto rEGraph propõe uma mudança de paradigma. O objetivo é recuperar e valorizar materiais que hoje ainda são considerados desperdício.
Tecnologia para reutilizar e gerar valor
A plataforma em desenvolvimento permitirá analisar as características físicas e químicas dos elétrodos após a sua utilização. Em seguida, o sistema identifica possíveis reutilizações no fabrico de novos moldes ou componentes.
Desta forma, as empresas podem reduzir resíduos, diminuir custos e melhorar a eficiência produtiva. Ao mesmo tempo, reforçam o compromisso com a economia circular e com a sustentabilidade ambiental.
Pedro Sousa Pereira, Project Manager na Vangest, destaca a visão que está na origem da iniciativa.
“O rEGraph nasce de uma convicção simples, mas profundamente transformadora: a de que o futuro da indústria dos moldes passa inevitavelmente pela capacidade de reutilizar, regenerar e valorizar os seus próprios recursos.”
Segundo o responsável, a solução poderá transformar a forma como a grafite é gerida na produção industrial.
“O rEGraph representa um salto tecnológico e ambiental para a indústria dos moldes: uma plataforma automatizada e inteligente que permitirá reutilizar elétrodos de grafite, monitorizar todo o seu ciclo de vida e introduzir novas práticas de circularidade com impacto real.”
Inovação colaborativa com impacto no setor
O projeto é liderado pela Moldata e reúne um consórcio de nove entidades com competências complementares. A colaboração entre empresas e entidades do sistema científico é central para alcançar os objetivos definidos.
A solução integra tecnologias avançadas, como inteligência artificial, Big Data e Advanced Analytics. Por isso, posiciona o projeto na linha da frente da inovação industrial.
“O rEGraph está a criar conhecimento, gerar inovação industrial, reduzir resíduos, capacitar empresas portuguesas e posicionar Portugal como referência europeia na indústria dos moldes”, sublinha Pedro Sousa Pereira.
Apoio do COMPETE 2030 impulsiona a inovação
O apoio do COMPETE 2030 foi determinante para o desenvolvimento do projeto. O financiamento permitiu realizar atividades de investigação, desenvolver protótipos e preparar a aplicação da solução em ambiente industrial.
“O apoio do programa COMPETE 2030 foi mais do que um instrumento financeiro: foi um catalisador estratégico que permitiu transformar uma visão técnica numa solução industrial concreta”, afirma o responsável.
Com esta iniciativa, o consórcio pretende contribuir para uma indústria mais competitiva, digital e sustentável. Ao mesmo tempo, reforça o posicionamento de Portugal num dos setores mais relevantes da sua base exportadora.
12 de Março 2026